Casa do Choro

Casa do Choro

Criada em 1999 por músicos como Luciana Rabello, Pedro Amorim, Celsinho Silva e Isabel Nogueira, a Casa do Choro é o centro mais importante de preservação e difusão do choro, um dos ritmos fundadores da identidade musical do Rio. Surgido no fim do século XIX, o choro mistura polca, maxixe, lundu e modinha em uma linguagem virtuosa marcada pelo improviso e pela alegria. Foi chamado de jazz brasileiro tanto pela liberdade criativa quanto pela complexidade harmônica que influenciou, inclusive, músicos de jazz fora do país.

Pixinguinha é a figura mais decisiva dessa história. Como compositor, arranjador, flautista e depois saxofonista, Pixinguinha levou o choro a um outro patamar de sofisticação. Incorporou elementos do jazz, ampliou as possibilidades harmônicas, trouxe novas formas de fraseado e abriu caminhos que influenciaram músicos no Brasil e no exterior, levando o gênero a palcos internacionais. Carinhoso se tornou uma das músicas brasileiras mais conhecidas do mundo, gravada por artistas de diferentes estilos e idiomas. Mas o legado de Pixinguinha vai muito além de um hit: peças como Lamentos, Ingênuo, Vou Vivendo e Rosa moldaram a linguagem instrumental brasileira e influenciaram diretamente o surgimento da Bossa Nova, do samba-jazz e até do jazz latino.

A Casa do Choro mantém vivo esse legado. O espaço promove formação de músicos, catalogação de acervo, rodas, concertos e encontros que unem tradição e renovação. Por ali passam nomes como Hamilton de Holanda, Yamandu Costa e jovens instrumentistas que seguem expandindo o choro para novas gerações. Um lugar essencial para entender a música do Rio.